O Split Payment sai do papel em 15 de outubro de 2026, quando a Receita Federal dá início aos testes de integração da Plataforma Pública com os bancos e as demais instituições de pagamento.
É o primeiro passo prático de um mecanismo que a Reforma Tributária planejou e prototipou, e que agora ganha cronograma.
Por isso, é importante deixar claro que a implementação desse modelo significa uma fase de testagens e ajustes internos. Nesta etapa, nenhuma empresa precisa mudar a rotina.
Mesmo assim, vale entender o que está em jogo, porque o calendário já mostra quando a conversa fica séria. Com isso em mente, trouxemos uma explicação simples e didática do que ocorre a partir desta quinta-feira. Continue a leitura.
O que é o Split Payment e por que ele existe
Hoje, quando uma empresa vende um produto ou serviço, ela recebe o valor integral da venda e, depois, apura e paga os tributos.
Com o Split Payment, o imposto seria separado no momento do pagamento, isto é, o valor do IBS e da CBS seguiria direto para o governo, e o restante chegaria ao vendedor.
Como já mencionamos em conteúdos anteriores, o propósito desse modelo é simplificar a arrecadação e reduzir a inadimplência tributária.
Por isso, o mecanismo chega como parte das novas medidas da Reforma Tributária sobre o consumo, ao lado dos novos tributos que substituem PIS, Cofins, ICMS e ISS. Se quiser um panorama mais amplo, o blog da Fiscal.io explica o que é o Split Payment na Reforma Tributária.
O que começa em 15 de outubro de 2026
Segundo o comunicado da Receita Federal, a partir dessa data terá início a fase de testes de integração entre os Prestadores de Serviços de Pagamento (PSPs) e a Plataforma Pública do Split Payment.
Isso significa que neste momento, as instituições financeiras e credenciadoras podem validar e aprimorar a comunicação entre os sistemas antes da entrada em operação e assim, fazer correções necessárias para possíveis ruídos nesse trâmite.
Sendo assim, neste momento não há impacto sobre operações reais nem sobre consumidores. Nenhuma transação será processada pelo Split Payment em caráter definitivo e os PSPs participantes não ficam sujeitos a penalidade.
Os testes devem medir itens como latência, capacidade de tráfego de dados e estabilidade das integrações por API entre a rede de pagamentos e a plataforma.
Quem participa dos testes e como os demais PSPs entram
Os protagonistas desta fase são os PSPs, ou seja, instituições financeiras e credenciadoras. Na primeira etapa, os interessados precisaram procurar suas entidades representativas até o fim de 2 de outubro de 2026, para formalizar a indicação.
Os PSPs que não se atentaram ao prazo inicial poderão se inscrever a partir de 16 de novembro de 2026, por meio de formulário enviado diretamente à Receita Federal e ao Comitê Gestor do IBS (CGIBS), sem intermediação de associações.
Os formulários e as instruções de preenchimento ficam disponíveis a partir de 13 de novembro. A Comsefaz lembra que os testes são coordenados pela Receita e pelo CGIBS, com participação dos PSPs. Portanto, a empresa que vende e recebe não faz parte dessa fase.
Quando o Split Payment 2027 passa a valer para empresas?
A utilização pelas empresas está prevista para o segundo semestre de 2027, de forma gradual e facultativa, inicialmente nas operações entre empresas (B2B), conforme a previsão divulgada pela Receita e noticiada pela Comsefaz.
Logo, o Split Payment Brasil segue em duas velocidades: os PSPs testam agora, e as empresas começam a lidar com o mecanismo apenas em 2027, de modo opcional.
Por não haver obrigação imediata, a preparação para o Split Payment 2027 começa pela organização, até porque ele depende de informações corretas para separar o tributo no pagamento, e isso começa nos documentos emitidos e recebidos.
Por exemplo, as notas já ganham campos de IBS e CBS, como mostra o conteúdo sobre NF-e com IBS e CBS.
Além disso, conversar com o banco ou com o provedor de pagamentos e revisar o fluxo de caixa ajuda a antecipar dúvidas. O artigo Split Payment: como se preparar para 2027 detalha esse passo a passo.
Acompanhar a Reforma Tributária faz diferença
O cronograma do Split Payment mostra como a Reforma Tributária avança por etapas: primeiro os testes técnicos, depois a adesão gradual, e só então regras mais amplas.
Estar a par de cada fase evita decisões apressadas ou surpresas negativas no fechamento do mês quando há pouco tempo hábil para correções. Por isso, é indispensável contar com uma ferramenta de gestão fiscal para automatizar os processos morosos da parte financeira.
O Fiscal.io Monitor ajuda as empresas a manter o controle e o acompanhamento dos documentos fiscais, o que contribui para a conformidade diante das mudanças da Reforma Tributária.
O Monitor baixa automaticamente os XMLs de NF-e, NFS-e e CT-e direto da SEFAZ e reúne tudo em uma base única na nuvem, com histórico organizado por documento.
Além disso, o menu Reforma Tributária permite registrar eventos de IBS e CBS nas notas e transmiti-los à SEFAZ, e a verificação automatizada ajuda a encontrar inconsistências com antecipação.
Quando a apuração assistida e, mais adiante, o Split Payment passarem a depender dos dados da sua empresa, ter esse histórico organizado fará diferença. Conheça o Fiscal.io Monitor e prepare a gestão fiscal da sua empresa para o que vem em 2027.