O Conhecimento de Transporte Eletrônico é um documento fiscal usado nas operações de transporte de cargas, e a chave de acesso é um dos meios mais práticos para localizá-lo quando você não tem o arquivo XML em mãos.
O processo em si é simples, no entanto, há uma distinção que passa despercebida e que muda bastante o que você consegue acessar: se você vai usar apenas a chave de acesso ou se vai precisar do certificado digital.
Neste guia, explicamos como funciona a consulta pelo Portal Nacional do CT-e, o que está disponível para cada perfil de usuário, como baixar os XMLs de eventos e mais. Boa leitura.
O que é a chave de acesso do CT-e e onde encontrá-la
A chave de acesso é um código de 44 dígitos que identifica de forma única cada CT-e emitido no Brasil. A SEFAZ gera automaticamente a chave no momento da emissão.
Ela contém, em sequência, o código do estado de origem, a data de emissão, o CNPJ do emitente, o modelo do documento, a série, o número e um dígito verificador.
No documento impresso, o DACTe (Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico), a chave aparece logo abaixo do código de barras, normalmente aparece em grupos de quatro dígitos.
Um ponto que gera confusão com frequência é que a chave de acesso e o número do CT-e são coisas diferentes. O número é apenas uma parte da chave, e dois CT-es de empresas distintas podem ter o mesmo número. A chave de acesso, no entanto, é sempre única.
Como baixar CT-e pela chave de acesso no Portal Nacional
O portal oficial para consultar e baixar CT-e é o Portal Nacional do Conhecimento de Transporte Eletrônico. O acesso é gratuito e não exige nenhum tipo de cadastro prévio.
Para localizar um CT-e específico, siga estas etapas:
- Acesse www.cte.fazenda.gov.br e clique em “Consultar CT-e” no menu de serviços.
- Na página que abrir, digite os 44 dígitos da chave de acesso. Digite sem espaços, hífens ou qualquer outra formatação, apenas os números em sequência.
- Resolva o CAPTCHA de verificação.
- Clique em “Continuar”. Se o sistema localizar o CT-e, ele exibirá os dados na tela e você pode visualizar o DACTe.
- Para realizar o download do arquivo XML ou visualizar os dados completos, você precisa obrigatoriamente estar com o Certificado Digital (A1 ou A3) da sua empresa instalado no navegador.
Vale destacar que alguns estados operam no ambiente SVRS (SEFAZ Virtual do Rio Grande do Sul), enquanto outros utilizam o Ambiente Nacional.
O portal direciona automaticamente a consulta para o ambiente responsável por processar o CT-e consultado.
Diferença entre consulta pública e acesso ao XML
Quando você consulta o CT-e usando apenas a chave de acesso, permite visualizar informações resumidas do CT-e, como situação do documento, informações do emitente, valor do frete, e o download do DACTe em PDF.
No entanto, para baixar o arquivo XML completo, emitentes e participantes autorizados podem obter o XML mediante os mecanismos de autenticação disponibilizados pelos ambientes da administração tributária.
Quando alguém precisa buscar o XML diretamente nos ambientes da administração tributária, terceiros dependem de certificado digital ou procuração eletrônica emitida pelo titular do CT-e na SEFAZ.
Essa distinção existe porque o XML concentra todos os dados fiscais sensíveis da operação e a administração tributária controla esse acesso para preservar as informações das partes envolvidas.
Sendo assim, se você precisa baixar CT-es de múltiplos clientes, a procuração eletrônica é o caminho mais adequado, pois ela autoriza o acesso sem que o cliente precise entregar o próprio certificado.
Eventos fiscais vinculados ao CT-e
Além do XML principal, um CT-e pode ter documentos de eventos associados a ele e esses arquivos são igualmente necessários para fins de escrituração fiscal e conformidade.
Os eventos mais comuns são:
- Cancelamento: o emitente registra esse evento quando cancela o CT-e antes da prestação do serviço. A empresa precisa armazenar o XML de cancelamento junto com o CT-e original para garantir a integridade do arquivo fiscal.
- Carta de Correção Eletrônica (CC-e): permite corrigir informações em campos não críticos do CT-e, como dados do veículo ou descrição da carga. Cada carta de correção gera um XML próprio.
- Prestação em Desacordo: evento que o tomador registra quando o serviço não corresponde ao que foi contratado e documentado.
Na consulta pelo Portal Nacional, O sistema vincula os eventos ao CT-e consultado. Se o documento tiver um cancelamento registrado, a situação já vai aparecer como “Cancelado” na tela de resultados.
Os eventos ficam vinculados ao CT-e consultado e os participantes autorizados podem acessá-los.

Por quanto tempo o XML fica disponível e qual é o prazo de guarda
Do lado das SEFAZs, conforme o Ajuste SINIEF nº 2/2025 da CONFAZ, os fiscos passaram a manter os XMLs de documentos fiscais eletrônicos por no mínimo 11 anos.
Já para as empresas, a legislação tributária estabelece a obrigação de guardar os XMLs por pelo menos 5 anos, além do ano em curso, mas esse prazo pode variar conforme o regime tributário e o estado.
Como essa verificação depende de variáveis específicas de cada situação, vale confirmar com sua contabilidade o prazo exato aplicável ao seu caso.
Quando o download manual pelo portal não resolve
Para quem consulta um CT-e esporadicamente, o processo pelo Portal Nacional é suficiente. O problema aparece com o volume como múltiplos CNPJs para gerenciar, ou empresas que precisam reconstituir o arquivo fiscal de um período específico.
Nesses casos, o portal exige uma consulta por vez, com CAPTCHA a cada acesso, sem filtro por período ou CNPJ e sem exportação em lote. Para quem está nessa situação, o processo manual rapidamente consome horas de trabalho que a equipe poderia usar de forma mais estratégica.
O Fiscal.io Monitor automatiza essa captura: conectado ao certificado digital, o sistema consulta a SEFAZ de hora em hora e baixa os XMLs de CT-e, NF-e, NFS-e e demais documentos fiscais.
O sistema organiza os arquivos por CNPJ e período, armazena os arquivos com segurança e disponibiliza para download quando necessário, sem depender da disponibilidade ou das limitações do portal público.
Perguntas frequentes
Não. Você pode consultar o CT-e no Portal Nacional utilizando apenas a chave de acesso, permitindo visualizar informações básicas do documento e sua situação cadastral.
Já o acesso ao XML completo depende das permissões do usuário e dos mecanismos de autenticação que a administração tributária disponibiliza. Quando terceiros precisam acessar documentos de clientes, geralmente usam o certificado digital ou procuração eletrônica.
O endereço oficial é www.cte.fazenda.gov.br. Por meio dele, é possível consultar CT-es utilizando a chave de acesso, verificar a situação do documento e acessar diversos serviços relacionados ao Conhecimento de Transporte Eletrônico.
Primeiro, confirme se você digitou a chave corretamente, pois qualquer divergência impede a localização do documento. Se a chave estiver correta, o CT-e pode ainda estar em processamento, o emitente ter gerado o CT-e em contingência ou apresentar alguma situação específica que afete a consulta. Em caso de dúvida, solicite o XML ou a confirmação dos dados diretamente ao emitente.
Tradicionalmente, as empresas mantêm os XMLs dos documentos fiscais eletrônicos por pelo menos cinco anos, além do ano em curso, em conformidade com as exigências tributárias aplicáveis. Além disso, o Ajuste SINIEF nº 2/2025 ampliou para 11 anos o prazo mínimo de armazenamento dos XMLs pelos fiscos.
Como as regras de guarda podem variar conforme a legislação aplicável e as características de cada empresa, recomendamos validar o prazo adequado com a contabilidade ou assessoria tributária.
Baixar CT-e pela chave de acesso é um processo direto no Portal Nacional da SEFAZ: você precisa dos 44 dígitos, resolve o CAPTCHA e em poucos cliques visualiza o documento ou faz o download do XML.
A atenção principal vai para o tipo de acesso disponível para cada perfil: emitentes e destinatários conseguem baixar o XML pelo portal; terceiros precisam de certificado digital ou procuração eletrônica.
Para quem lida com volumes maiores ou precisa garantir que nenhum XML fique sem ser capturado, o processo manual tem limitações claras. Automatizar a captura desde o momento da autorização é o que resolve isso de forma definitiva.