Se você abriu um CNPJ de MEI, o PGMEI DAS provavelmente já apareceu no seu caminho: é o sistema que calcula e gera a guia que você paga todo mês para continuar regularizado com a Receita Federal.
Agora, por que tanta gente se confunde com esse sistema? Porque existe outro site parecido, o gov.br/mei, que também fala sobre o MEI, mas serve para outra coisa: ele é o Portal do Empreendedor, o lugar onde você abre o CNPJ e acessa outros serviços da Receita Federal.
Já o PGMEI DAS fica guardado dentro do Portal do Simples Nacional, em um menu chamado Simei-Serviços. São dois sites diferentes, com funções diferentes, mas que costumam ser tratados como se fossem a mesma coisa.
Essa confusão parece pequena, mas trava justamente quem só queria fazer algo simples: pagar o boleto certo, no lugar certo, sem ficar pulando de site em site.
Por isso, neste guia você vai entender o que é o PGMEI DAS, como gerar sua guia passo a passo e o que vai mudar a partir de 2027, quando a Reforma Tributária e o novo teto de faturamento do MEI começam a valer. Continue a leitura.
O que é o PGMEI DAS
O nome PGMEI vem de Programa Gerador do DAS para o MEI. Ele é o sistema oficial da Receita Federal que faz as contas e gera o Documento de Arrecadação do Simples Nacional, o DAS, aquela guia que todo MEI paga todo mês.
Muita gente confunde ele com o gov.br/mei, que é o Portal do Empreendedor, um site mais amplo onde você formaliza o CNPJ e acessa outros serviços relacionados ao MEI. Normalmente, é o primeiro lugar onde o empreendedor vai procurar o PGMEI, mas quem calcula e emite o DAS é o Portal do Simples Nacional, não o gov.br/mei.
É importante entender essa diferença porque buscar “PGMEI” direto no gov.br/mei nem sempre leva você até a emissão da guia. Por isso, o caminho mais confiável é acessar o Portal do Simples Nacional e procurar a opção Simei-Serviços, que reúne o cálculo, a declaração e a emissão do PGMEI DAS em um só lugar.
Mais adiante neste conteúdo, você também vai entender como funciona a versão completa dessa ferramenta, pensada para quem precisa consultar pendências ou regularizar débitos antigos.
PGMEI: diferença entre a versão aberta e a versão completa
Pensa assim: o PGMEI DAS tem duas portas diferentes para você entrar, e a Receita Federal chama isso de versão aberta e versão completa. Elas fazem coisas parecidas, mas servem para momentos diferentes da sua vida como MEI.
A versão aberta é a porta mais simples: você não precisa de login nem de senha, só digita seu CNPJ, calcula o valor do mês e já baixa o boleto. É o caminho ideal para quem só quer resolver uma coisa rápida: pagar a guia em dia e seguir a vida.
Já a versão completa pede login, normalmente pela sua conta gov.br, mas em troca libera informações que a versão aberta não mostra. Com ela, você vê se tem alguma pendência no CNPJ, consulta o extrato de débitos antigos e até parcela guias que ficaram atrasadas.
Tem uma novidade boa aqui também: desde abril de 2025, o Serpro liberou a possibilidade de gerar um único boleto para pagar vários meses de uma vez, estejam eles atrasados ou não. Antes dessa mudança, cada mês exigia um boleto separado.
Essa função de guia consolidada funciona nas duas versões do PGMEI DAS, então não importa qual porta você escolher, pois o benefício vale igual. Para entender o que compõe esse valor que você paga todo mês, vale conferir a página sobre quais impostos o MEI paga.
Quanto custa o PGMEI DAS e como esse valor é calculado
Pensa no PGMEI DAS como uma soma de duas partes. A primeira é fixa para todo MEI: a parcela do INSS, que corresponde a 5% do salário mínimo vigente naquele ano. Como o salário mínimo muda todo ano, essa parte do DAS também muda.
A segunda parte depende do tipo de atividade que você exerce. Se você presta serviço, entra uma taxa fixa de ISS. Se trabalha com comércio ou indústria, entra uma taxa fixa de ICMS. E se você faz as duas coisas ao mesmo tempo, o PGMEI DAS soma as duas taxas na mesma guia.
É por isso que não dá para falar em um valor único e fixo para o PGMEI DAS: ele varia de acordo com o reajuste do salário mínimo e com a atividade registrada no seu CNPJ. O jeito mais seguro de saber exatamente quanto você vai pagar é conferir o valor na hora de emitir a guia.
Se você exerce mais de uma atividade, vale revisar o enquadramento do seu MEI antes de emitir, para garantir que todas as taxas certas estão sendo cobradas.
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Passo a passo: como gerar o PGMEI DAS
Gerar o PGMEI DAS leva poucos minutos. Siga esta sequência:
- Acesse o Portal do Simples Nacional, escolha a opção Simei-Serviços e, em seguida, clique em PGMEI (Programa Gerador do DAS para o MEI).
- Informe o CNPJ do seu MEI na tela de emissão da guia.
- Selecione o ano calendário e o mês de competência que deseja pagar.
- Clique em calcular ou emitir e baixe o PDF com código de barras e QR Code Pix.
Se você tem mais de um mês pendente, use a função de guia consolidada para juntar várias competências em um único boleto, em vez de gerar um PGMEI DAS por vez.
Depois de emitida, a guia aceita pagamento por Pix, aplicativo do banco, débito automático cadastrado no próprio sistema ou qualquer casa lotérica.
O que acontece se o PGMEI DAS atrasar
Ao atrasar o PGMEI DAS a guia passa a somar multa e juros sobre o valor original. Quanto mais tempo você demora para pagar, maior fica essa conta, então regularizar rápido é sempre o caminho mais barato.
Mas não é apenas isso: ficar muito tempo sem contribuir pode afetar o acesso a benefícios do INSS, como auxílio-doença, salário-maternidade e aposentadoria. O prazo exato dessa proteção varia de pessoa para pessoa, de acordo com o histórico de contribuições de cada um.
Por isso, em vez de confiar em um número fixo de meses que pode não valer para o seu caso, o caminho mais seguro é consultar sua própria situação direto no Meu INSS. Lá você enxerga o extrato de contribuições e identifica se existe alguma pendência.
Se você perceber que está com o PGMEI DAS atrasado, o próximo passo é usar a versão completa do PGMEI para parcelar ou quitar os meses em aberto o quanto antes. Isso protege tanto o seu CNPJ quanto os seus direitos previdenciários.
PGMEI DAS e Simples Nacional: o MEI vai pagar IBS e CBS a partir de 2027?
O MEI faz parte do Simples Nacional, mas a Reforma Tributária criou um tratamento separado para ele. Isso significa que o PGMEI DAS continua sendo aquela guia de valor fixo que você já conhece, sem entrar na conta de calcular IBS e CBS mês a mês, como vai acontecer com as outras faixas do Simples Nacional.
Só que isso não quer dizer que nada muda para o MEI a partir de 2027. Entidades do setor contábil, como a Fenacon, apontam que a Reforma deve aumentar as situações em que o MEI precisa emitir nota fiscal, incluindo vendas que hoje são dispensadas desse documento.
O detalhe é que os termos exatos dessa obrigação ainda dependem de regulamentação complementar que está sendo definida.
Por isso, o mais sensato é acompanhar as atualizações antes de mudar sua rotina agora. Se você quiser entender como funciona hoje a emissão de nota pelo MEI, vale conferir o guia sobre emissão de NFS-e pelo MEI.
Resumindo: o cálculo do PGMEI DAS em si não deve mudar de lógica, mas a papelada e os documentos fiscais que giram em torno dele tendem a pesar mais na sua rotina nos próximos anos.
O novo teto do MEI: o que já foi aprovado para 2027 e 2028
Desde 2016, o teto de faturamento do MEI está parado em R$ 81 mil por ano, sem nenhum reajuste nesse período inteiro, mas isso está prestes a mudar. Em outubro de 2026 o Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei Complementar 186/2026, que eleva esse limite em duas etapas.
Pelo texto aprovado, o teto sobe para R$ 110 mil em 2027 e depois para R$ 140 mil em 2028, o que dá limites mensais proporcionais de R$ 9.166,67 e R$ 11.666,67. Além do faturamento, o projeto também aumenta de um para dois o número de funcionários que o MEI pode contratar.
O autógrafo seguiu para sanção presidencial em 16 de outubro, conforme mostra o acompanhamento oficial da matéria no Congresso Nacional. Até a atualização deste artigo, porém, o presidente ainda não havia sancionado o texto.
Isso quer dizer que, enquanto a sanção não sai, continua valendo o teto atual de R$ 81 mil. Para acompanhar a situação mais recente, veja nosso artigo sobre o aumento do teto do MEI, atualizado conforme a tramitação avança.
Fiscal.io Monitor: a ferramenta para manter a conformidade fiscal quando a reforma chegar
Gerar o PGMEI DAS em dia é só uma parte da rotina fiscal do MEI. Com a Reforma Tributária ampliando as situações de emissão de nota fiscal a partir de 2027, organizar esses documentos vai pesar mais na rotina de quem hoje resolve tudo manualmente.
É aí que entra o Fiscal.io Monitor. Ele centraliza a captura e a organização dos documentos fiscais emitidos e recebidos, ajudando o MEI e o contador responsável a manter tudo em ordem sem depender de busca manual em portais diferentes.
Além disso, ter os documentos organizados desde já facilita a adaptação às novas regras da Reforma, porque evita acumular pendências justo quando a obrigatoriedade de nota fiscal ficar mais ampla. Em vez de correr atrás depois, o MEI chega preparado.
Para entender melhor como essa apuração assistida se encaixa na Reforma Tributária, conheça o Fiscal.io Monitor e veja como ele pode simplificar a rotina do seu negócio.